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O amor vem e entra no espaço que existe entre você e a sua vontade de existir. o amor vem e, sorrateiro, habita seus pensamentos na aula de anatomia enquanto você observa ela comer um sanduíche de presunto. você ri e acha graça porque ela é atrapalhadamente incrível. o amor chega numa terça-feira chuvosa de mês nenhum. e ele abraça seu desejo enorme por mudança, por um teto mais confortável, por uma casa maior, por um lar. o amor é um lar. o amor chega até você numa época impensada, por vezes conflituosa, onde tudo que espera-se é o descanso. então o amor pula no seu ombro e é o próprio descanso.

o amor levanta uma haste no meio do seu peito em plena quarta-feira de cinzas. e ele te dá coragem para amar até o ácido das coisas, quando em meio à guerra você produz uma revolução e oferece a capacidade infinita de amar em outro alguém. o amor chega. e ele chega num dia cabal, sem muito alarde. ele chega e você de repente se olha no espelho e percebe que é capaz de amar tudo e todos ao seu redor; e que é dotado de capacidades indescritíveis de locação de vários-tipos-de-amor. o amor urge da necessidade que temos de nos apegar àquilo que emana paz, fé, crença. ele nasce da necessidade que temos de nos explicar, expor, expelir: quando você encontra outra pessoa que quer amar e você expele nela sua história, seu cheiro, seu livro favorito.

o amor vem e senta ao teu lado no ônibus. ele pega o mesmo metrô que você. ele esbarra e pede desculpas em um tom de aborrecimento. o amor nasce da conversa inóspita sobre os signos do zodíaco: quem diria que leoninos se dobrariam a aquarianos?

o amor nasce enquanto ele te canta uma música da banda mais bonita da cidade e você chora com tamanha graça. o amor é uma graça. o amor, menino, escala as montanhas da alma até chegar no cume. o amor, manso, sussurra no seu ouvido uma nova esperança. e ele avisa: é chegado o tempo.

Ei, sei que não queres acabar com sua vida, mas sim com seu sofrimento ou problema. Viver neste mundo muitas vezes se torna insuportável. Você nasce, cresce e vira gente grande, os problemas da vida começam a aparecer; o amor da sua vida te abandona, contas atrasadas; doenças que te deixam fragilizado ou seus sonhos foram roubados e só te restaram a dor e o desespero. O que fazer nessa situação? Será que o suicídio resolve todos esses problemas? Esses pensamentos já fizeram parte de sua vida em algum momento, pois todos nós temos problemas no nosso dia a dia e insistem em perturbar a sua mente sempre quando você não enxerga uma solução. Eu quero te dizer algo: o suicídio não vai resolver nenhum problema, apenas trará sofrimento e dor para pessoas que vivem ao seu redor, principalmente a sua família. Lembre-se você não estará acabando apenas com uma vida, mas sim várias. O suicídio parece ser o xeque-mate contra o sofrimento, para uma vida aparentemente sem sentido, para um presente pesado demais ou para um futuro amedrontador. E eles se matam. Alias “por que o sujeito suicidou-se?” não é a pergunta a ser feita. A pergunta a ser feita é: “o que levou o sujeito a cometer suicídio?” Pode ser que você tenha desistido por não achar a vida interessante, o desfecho da vida é seu e de mais ninguém. O sujeito chora, chora e chora e seu travesseiro já não suporta mais. Ele aperta a coberta na boca para que seus gritos fiquem abafados, as lágrimas incendeiam - não o seu rosto, mas sim seu coração. Tudo parece pegar fogo dentro dele, enquanto a sua imagem jogada ao chão quase sem vida não sai da sua cabeça. Ele solta o edredom e com força aperta as unhas em suas pernas, até não conseguir mais e depois de lutar contra sua fantasia suicida, ele dorme. O sujeito faz isso todos os dias na esperança de, um dia, poder dormir para sempre; na esperança dos machucados sumirem, na esperança da paz interior. Digo o protagonista principal é você, agora se prefere sair de cena e deixar que os coadjuvantes terminem de narrar a sua história é uma função penosa, mas é a desventura que você permitiu. Esqueça essa parte da sua vida de querer cometer algo totalmente grave, vire a página do livro da vida e recomece, vou estar ali de pé aplaudindo sua vitória. Saia dessa armadilha, que o mesmo criou em seu pensamento!

  • Lua Malakian

Ô, menina, não desiste não. Você vai fazer sua história, vai sim. Você vai conhecer o cara que vai entender cada detalhe teu e vai te fazer se pegar sorrindo mesmo sem saber. Vai conhecer aquele cara que faz careta pro espelho quando escovam os dentes juntos, que canta a música de vocês quando toma banho, que te dá um beijo na testa quando vai trabalhar e que te busca na faculdade. Vai conhecer aquele cara que vai parar no meio da chuva, fechar o guarda-chuva e te beijar, que vai chegar com você nos braços em casa, rindo igual um idiota e que é um desastre na cozinha. Aquele cara que veste teus sutiãs e fica fazendo gracinha, que discute contigo e não vai lá falar nem ferrando. Vai conhecer aquele cara que te descabela, que tira teu fôlego e te deixa bamba. Que fica te fazendo ciúmes só porque você fica linda quando brava. Aquele cara que gosta do jeito que você fala, do jeito que anda e do jeito que faz as coisas. Aquele cara na medida certa. Aquele Cara, com c maiúsculo mesmo. Ah, mas você também vai conhecer aquele cara que não te dá a mínima, aquele cara que te deu um fora, aquele cara que te traiu. Aquele cara que era carinhoso e depois te trocou, aquele outro sério e chato, aquele romântico e grudento. Aquele cara que as vezes te faz rir, mas quando faz chorar é pra uma noite inteira. Aquele cara que você sempre achou que ia dar certo, mas não deu. E todos esses caras vão servir só pra te ensinar e pra te ajudar a terminar sua história. Afinal, as coisas mais bonitas são as mais tristes, e as pessoas mais bonitas são as felizes. E nessa história, na sua história, é você quem decide se termina triste, ou linda. Porque você é incrível, menina. Você é incrível!.

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